A alegria de ser uma mulher de 40 anos

by admin on 14/09/09 at 11:13 am

A alegria de ser uma mulher de 40 anos

As mulheres com mais de 40 anos estão em alta. De bem com a vida, bonitas e livres do papel de avós, que há alguns anos era tido como certo, elas encaram novos desafios. No lado profissional, continuam brigando por espaço no mercado. No emocional, muitas deixaram os maridos para recomeçar com outra pessoa. Neste recomeço, elas não têm descartado uma gravidez. Prova disso é que a procura nas clínicas de reprodução humana é grande.

Só no Brasil existem 150 centros em funcionamento. Todos com uma clientela com mais de 40 e que cresceu consideravelmente nos últimos anos. Aliás, uma tendência que tem se mostrado mundial. Mulheres com muito mais poder No século passado, o escritor francês Honoré de Balzac escrevia em A mulher de trinta anos, que a fisionomia das mulheres só começava a ter significado aos 30 anos. Antes, segundo ele, os pintores só encontravam “sorrisos e expressões que repetem o mesmo pensamento, pensamento de juventude e de amor, pensamento uniforme e sem profundeza”. Para a mestre em psicologia clínica Maria Cristina Milanez, as mulheres na faixa dos 40 anos estão mais poderosas do que nunca. “Elas estão se permitindo e podendo ter um resgate dos sonhos. Sabem bem o que querem e, o mais importante, o que não querem”, diz. Além disso, elas têm a energia, o corpo e a saúde necessários para viver de forma plena.

Na guerra contra o tempo, as lobas ou balzaquianas, como as mulheres de mais de 40 anos ficaram conhecidas, contam com poderosos aliados cosméticos. Mas isso não quer dizer que as mulheres dispensem as cirurgias. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, em 1994 foram cem mil cirurgias e em 99 este número pulou para 300 mil. Sendo que, deste total, 70% foram feitas por mulheres. As preferidas são as de mama (redução ou prótese de silicone), lipoaspiração e face.

A energia dos 40 encontra o desejo dos 20 anos

Ao firmar um novo padrão de beleza, a mulher de 40 passou a chamar a atenção dos jovens. Uma atração já prevista. No livro Woman: an intimate geography, ganhador do prêmio Pulitzer, a norte-americana Natallie Angier explica que a libido do homem chega ao ponto máximo entre os 18 e os 20 anos, enquanto as mulheres chegam ao cume entre os 30 e 40. Segundo Maria Cristina Milanez, os rapazes procuram nas mulheres mais velhas a segurança e a experiência. E um pouco de colo, claro. “Eles têm a certeza de que podem contar com elas sempre. Além disso, a vida sexual é melhor do que com as mais novas. Tem mais mágica e menos ansiedade”, diz. Não faltam exemplos desta atração e não só no meio artístico. Mas, por incrível que pareça, casais deste tipo ainda chocam num primeiro momento. E continua sendo mais aceitável ver um homem mais velho com uma mocinha do que o contrário. Uma convenção social que leva tempo para ser quebrada, mas que começa a ser modificada.

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