A gripe

Assessoramento de FUNCEI, Fundação Centro de Estudos de Infectologia, Buenos Aires, Argentina A gripe acompanha o homem, inevitavelmente, todos os invernos há mil anos. Apesar de freqüentemente ser considerada uma doença benigna, é capaz de provocar sérias complicações em pessoas com determinadas doenças, além de perdas milionárias pela reduçâo da atividade produtiva durante os períodos de epidemia. Recentemente, durante o inverno no hemisfério norte, a Europa sofreu uma das epidemias de gripe mais graves da última década. A gripe, ou influenza, é uma doença respiratória altamente contagiosa causada por um vírus. Esse microorganismo entra no corpo pelas vias respiratórias, transportado em pequenas gotículas de saliva expulsas pelas pessoas ao tossir ou falar e, com menor freqüência, por objetos contaminados por secreções respiratórias. Depois de um período de incubação curto, de um a três dias, aparecem os sintomas: febre alta, tosse seca, dores de cabeça, dores musculares e cansaço. A gripe pode ser uma doença grave e inclusive mortal quando atinge pessoas especialmente vulneráveis: maiores de 60 anos, indivíduos de qualquer idade que soprende doenças renais, cardíacas ou pulmonares crônicas (incluída a asma); diabéticos; imunosuprimidos e mulheres que durante a epidemia estejam no seu segundo ou terceiro trimestre de gravidez Como evitar a gripe Sem dúvida, a medida mais simples e importante para a prevenção da gripe é a vacina, que existe desde há mais de 30 anos e deve ser aplicada no outono. Apesar de que qualquer pessoa pode receber essa vacina (a partir dos 6 meses de idade), deve ser principalmente aplicada àquelas pessoas que pertencem ao grupo considerado de alto risco. Somente uma ou duas semanas depois da vacinação são obtidos os anticorpos de proteção. A efetividade da vacina depende de dois fatores: a) a idade e o estado de saúde da pessoa que recebe a vacina, b) a semelhante entre o vírus que contém a vacina e aquele que está causando a epidemia. Existem mitos (errados porém comuns) referidos à vacina: “A vacina pode ser a causa da doença”: o desenvolvimento tecnológico permite fabricar vacinas com vírus mortos, por conseguinte é impossível que eles a produzam. “A vacina não é efetiva”: quando existe uma boa relação entre o vírus contido pela vacina e aquele que causa a epidemia num ano determinado, a efetividade da vacina para evitar a doença em pessoas sadias pode ser de 90%. “A vacina tem muitos efeitos adversos”: os efeitos adversos da vacina ocorrem em menos de 10% das pessoas vacinadas, sendo o mais freqüente a dor no local de aplicação. A vacina está contra-indicada naquelas pessoas que apresentam antecedentes de alergia grave ao ovo e ao merthiolate, e deve ser adiada a sua administração naquelas pessoas que apresentam quadros febris. Como sabemos se a vacina é efetiva contra o vírus deste ano? O vírus da gripe apresenta a capacidade de modificar a sua aparência a cada ano. Por esse motivo, é necessário vacinar-se todos os anos com a vacina preparada segundo as formulações indicadas pela Organização Mundial da Saúde. Pela primeira vez na história, as recomendações para a composição das vacinas para a temporada de inverno 1999-2000 são diferentes para o hemisfério norte e para o hemisfério sul.

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